domingo, 7 de julho de 2013

Um encontro com a Mãe Aparecida


                           


Fomos à Aparecida em peregrinação de agradecimento pelos 45 anos do AJA e colhemos como fruto, a paz. Ela é o grande fruto colhido pelo peregrino que vai àquele Santuário. A casa da Mãe não poderia ser de outra forma, tudo ali convida à paz: a imensidão dos espaços, o número incontável de pessoas vindas de todos os lugares, o silêncio que se faz no meio de tanto movimento. Sim, ali é o lugar do silencio interior, aquele de que todos nós precisamos para recompor nossas almas e nos sentirmos mais nós mesmos e ao mesmo tempo mais próximos uns dos outros. Isso é o que a Mãe faz: une todos os filhos e os olha individualmente com um olhar todo especial. E, diante desse olhar, não nos vem muitas palavras. Quando acontece um encontro real, ele simplesmente se dá, através de um olhar ou de um toque. Assim aconteceu conosco, fomos vistos e tocados por Maria, a Mãe de Jesus. Que alegria sinto em minha alma por poder dizer, depois de tantos anos: - Estou aqui, ainda estou aqui, como a menina que há alguns anos atrás, dizia, cantando "eu nada sei, Senhor, mas tenho os olhos presos ao céu". O que Nelly, sempre sábia e espiritual, disse: - Um dia Deus nos olhou e nos chamou. Eu sinto isso, Deus me olhou e me chamou gratuitamente, conhecendo de antemão e como ninguém a minha real condição de pessoa cheia de fragilidades, negações, omissões, medos, erros e abismos profundos de pecado. Mas, pelo mistério de Sua Vontade, ele me chamou e chamou a cada um de nós. Nem que nossa vida fosse um eterno agradecimento, seria suficiente para dar-Lhe em troca de tudo o que recebemos. Então, ontem dissemos, com alegria: - Estamos aqui porque a quem iremos?  Só Tu tens palavras de Vida Eterna...

                                                                                                                        ( Ângela Reis)





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