Fomos à Aparecida em peregrinação de agradecimento
pelos 45 anos do AJA e colhemos como fruto, a paz.
Ela é o grande fruto colhido pelo peregrino que vai àquele Santuário. A casa da
Mãe não poderia ser de outra forma, tudo ali
convida à paz: a imensidão dos espaços, o número incontável de pessoas vindas
de todos os lugares, o silêncio que se faz no meio de tanto movimento. Sim, ali
é o lugar do silencio interior, aquele de que todos nós precisamos para
recompor nossas almas e nos sentirmos mais nós mesmos e ao mesmo tempo mais
próximos uns dos outros. Isso é o que a Mãe
faz: une todos os filhos e os olha individualmente com um olhar todo especial.
E, diante desse olhar, não nos vem muitas palavras. Quando acontece um encontro
real, ele simplesmente se dá, através de um olhar ou de um toque. Assim
aconteceu conosco, fomos vistos e tocados por Maria,
a Mãe de Jesus. Que alegria sinto em minha alma por poder dizer, depois
de tantos anos: - Estou aqui, ainda estou aqui, como a menina que há alguns
anos atrás, dizia, cantando "eu nada sei, Senhor, mas tenho os olhos
presos ao céu". O que Nelly, sempre sábia e espiritual, disse: - Um dia Deus nos olhou e nos chamou.
Eu sinto isso, Deus me olhou e me chamou gratuitamente, conhecendo de antemão e
como ninguém a minha real condição de pessoa cheia de fragilidades, negações,
omissões, medos, erros e abismos profundos de pecado. Mas, pelo mistério de Sua
Vontade, ele me chamou e chamou a cada um de nós. Nem que nossa vida fosse um
eterno agradecimento, seria suficiente para dar-Lhe em troca de tudo o que
recebemos. Então, ontem dissemos, com alegria: -
Estamos aqui porque a quem iremos? Só Tu
tens palavras de Vida Eterna...
( Ângela Reis)
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